Os Professores da rede estadual de ensino do Maranhão entraram, nesta terça-feira (07), em greve por tempo indeterminado. A paralisação, realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do Maranhão (Sinproesemma), foi deflagrada após uma semana de interrupções das atividades profissionais, e tentativas de negociação com a Secretaria de Estado da Educação (Seduc).
De acordo com o Sinproesemma, a greve é ocasionada pelo descumprimento de reivindicações feitas ao governo do Maranhão.
Entre as principais solicitações dos docentes está o pagamento do piso salarial nacional destinado à categoria, estipulado em 14,95%, conforme as diretrizes do Ministério da Educação (MEC), a Lei do Piso e o Estatuto do Educador. A contraproposta, realizada pelo governo do Maranhão, segundo o sindicato, prevê a concessão de reajuste em apenas 10%.
Com a permanência da greve, os estudantes da rede estadual de ensino aguardam a retomada das aulas nas instituições. Alunos receiam que o calendário letivo, afetado nos últimos dois anos pela pandemia de Covid-19, volte a sofrer prejuízos.
A estudante do ensino médio, Marina Cândido, teme que a duração da greve prejudique a preparação para os vestibulares a serem realizados neste ano.
“Estou bem apreensiva, porque o meu nono ano [letivo] foi no ano da pandemia. Então, eu perdi o meu nono ano praticamente inteiro e o primeiro ano [letivo] também, porque demorou para as aulas voltarem. O meu segundo ano foi quando começávamos a nos recuperar [do período mais crítico da Covid-19]. Estava, agora, com muitas expectativas para este ano, mas aí veio a greve”, concluiu.
G1MA
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