A vereadora relatou que o incidente começou após o vice-prefeito ter solicitado uma reunião privada. Durante o encontro, ele supostamente trancou a porta, fez insinuações, rasgou suas vestes e ainda a agrediu fisicamente, além de tocar em suas partes íntimas. Julia também mencionou que, ao tentar se defender e clamar por ajuda, foi ameaçada de morte.
No depoimento, Júlia relatou que Floriano teria tentado manter relações sexuais contra sua vontade, puxado seus cabelos, jogado-a no sofá e desferido um soco, além de proferir “palavras de baixo calão”. Segundo o documento, o vice-prefeito não consumou o ato por “circunstância alheia à sua vontade” e ainda teria ameaçado a vítima de morte caso ela tornasse o episódio público. O exame de corpo de delito, realizado por dois peritos, confirmou a existência de “lesão compatível com trauma externo” e comprovou ofensa à integridade corporal da vítima.
Por outro lado, Floriano Pereira refuta todas as acusações feitas pela vereadora. Em uma postura de se defender, ele se apresentou de forma voluntária à Polícia Civil, onde forneceu seu depoimento e também registrou uma queixa contra Júlia, alegando que é, na verdade, vítima de calúnia e difamação. O vice-prefeito afirmou que está sendo vítima de uma trama criminosa para lhe prejudicar, visto que existe um acordo do grupo político o qual faz parte para ele ser o próximo prefeito do município.
As investigações já estão em andamento e os relatos de ambas as partes foram colhidos pela polícia. O caso agora segue para uma análise mais detalhada dos laudos periciais e a possível convocação de testemunhas que possam contribuir com a elucidação dos fatos.
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