O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve tomar uma decisão nos próximos dias em um processo que pode afastar o governador do Maranhão, Carlos Brandão (Sem Partido). Ele é acusado, por aliados do ministro Flávio Dino, de descumprir decisões de Moraes em casos de nepotismo no Estado.
STF foi acionado pelo partido Solidariedade
Moraes constatou casos de nepotismo e nepotismo cruzado e determinou a demissão de parentes do governador. No ano passado, o ministro também determinou a demissão do então procurador-geral estadual, Valdênio Caminha. Moraes afirmou que o procurador-geral descumpriu ordem do STF para suspender imediatamente os pagamentos aos familiares do governador em cargos de confiança.
Brandão é intimado pelo STF a explicar suspeitas de nepotismo e descumprimento de decisões
De acordo com informações constantes no processo, há relatos de que, mesmo após as determinações judiciais, alguns dos citados teriam continuado a atuar de forma indireta na estrutura administrativa.
Entre os casos mencionados, estão os nomes de Marcus Brandão, que, segundo as alegações, teria mantido influência política e atuação nos bastidores do governo; Ítalo Carvalho, apontado como participante de eventos e ações ligadas à Secretaria de Infraestrutura; e Gilberto Lins Neto, que, conforme os relatos, teria continuado exercendo funções à frente da Empresa Maranhense de Administração Portuária (EMAP), inclusive participando de reuniões e recebendo remuneração. Nos bastidores do poder, a exoneração formal teria virado apenas um detalhe burocrático.
Para o STF, o ponto é claro. Se houve uso da máquina pública por quem estava proibido de atuar, pode haver descumprimento direto de ordem judicial, o que eleva o caso a outro patamar.
A ação que originou o processo foi movida pelo Solidariedade, que acusa o governo maranhense de praticar nepotismo cruzado, uma espécie de jogo de cadeiras para manter aliados e familiares orbitando o poder, mesmo diante de restrições legais.
Agora, além de ter que se explicar ao STF, o governo também entra no radar da Procuradoria-Geral da República (PGR), que foi oficialmente comunicada e pode avançar com novas medidas.
O Estadão com alterações










