sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Ações da Petrobras despencam e puxam bolsa para baixo

As ações da Petrobras tiveram uma desvalorização de 9% na segunda-feira (15), e a queda fez com que o Ibovespa, índice que mede o desempenho da Bolsa de Valores de São Paulo, fechasse o dia com contração de 2,05%, o pior desempenho desde março. O quadro de instabilidade continua nesta terça-feira (16): os papéis chegaram a registrar uma alta momentânea, motivada por boatos sobre trocas na direção da estatal, mas depois voltaram a cair.

O valor alcançado na segunda foi o menor para as ações da Petrobras desde 2004.

Para o deputado federal João Campos (PSDB-GO), o baixo valor dos papéis da estatal é “consequência direta da roubalheira” que ocorre na empresa, identificada pela operação Lava Jato da Polícia Federal.

“É evidente que não é uma questão de mercado, como as que podem atingir qualquer companhia, que derrubou o valor da Petrobras. O que temos é uma resposta direta dos investidores aos erros cometidos pelo governo do PT. É lamentável”, disse.

A interferência dos boatos sobre a saída da presidente da Petrobras, Graça Foster, no desempenho dos papéis da estatal foi noticiada pelo jornal O Globo. O operador Luiz Roberto Monteiro, entrevistado pelo jornal, disse que “a Petrobras começou a subir com força” quando os rumores chegaram aos investidores do mercado financeiro.

O deputado João Campos avalia que a situação é outro fator que demonstra a perda de credibilidade que vigora na Petrobras. “A credibilidade da empresa caiu tanto que, hoje, qualquer boato já interfere e muito no valor das ações. Vemos aí um reflexo da fragilidade a qual o PT submeteu a Petrobras”, apontou.
O tucano acredita que a situação de Graça Foster na presidência da empresa é insustentável: “ninguém entende, em sã consciência, porque a presidente Dilma Rousseff ainda não substituiu a direção da estatal. É para fazer capricho? Um compromisso pessoal? Vemos aí a perda de autoridade da presidente da República diante da diretoria da empresa”.

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