domingo, 16 de abril de 2017

Todos Enrolados!Delator manteve reunião com Flávio Dino em São Luís e José Sarney é citado em depoimento sobre propina em execução de ferrovia

O ex-funcionário da Odebrecht José de Carvalho Filho, que detalhou, em depoimento à força-tarefa da Operação Lava Jato, o pagamento de R$ 200 mil à campanha de Flávio Dino em 2010, em troca de apoio do comunista a projeto de lei de interesse da empreiteira na Câmara, esteve no Maranhão por duas vezes entre 2014 e 2015.

Pelo menos em uma das viagens, afirmou ele, encontrou-se pessoalmente com o governador do Maranhão.

A primeira passagem do ex-funcionário ocorreu em agosto de 2014. Nessa ocasião, José Filho veio ao Maranhão tratar de contratos da Odebrecht Ambiental em Paço do Lumiar e São José de Ribamar – onde a empresa venceu licitações para a concessão do abastecimento de água.

A segunda visita ocorreu em 2015, quando Dino já era o governador. Nesse caso, a visita teve um objetivo: apresentar João Pacífico, o homem que definiu o valor de R$ 200 mil como doação ao comunista na primeira campanha ao governo.

“Solicitei a João Pacífico, que era o superintendente da área do Nordeste, levar ele para uma visita de cortesia e apresentá-lo ao governador”, disse o delator em depoimento, que acrescentou considerar normal esse tipo de encontro.

“É natural que você visite um governador na medida em que você tem interesse em ir ver a possibilidade de fazer investimento”, completou.

Delações da Odebrecht: José Sarney é citado em depoimento sobre propina em execução de ferrovia

O nome do ex-presidente e ex-senador José Sarney (PMDB) aparece em delações da Odebrecht que deram origem à "lista de Fachin". Segundo delatores, o grupo político do peemedebista se beneficiou de contratos na execução da Ferrovia Norte-Sul, em Goiás.

O nome de Sarney aparece três vezes em inquérito autorizado pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, sobre o deputado federal Milton Monti (PR-SP). As informações sobre Sarney, passadas pelos delatores da Odebrecht, foram encaminhadas à Justiça de Goiás.

Os advogados de José Sarney negam o pagamento de propina e dizem que o ex-presidente não é citado diretamente, mas apenas uma pessoa que seria ligada a ele. Por meio de nota, Monti informa que sempre agiu de acordo com a lei e que todas as doações das campanhas eleitorais foram feitas legalmente: "É bom que se apure porque assim a inocência dele será comprovada".



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