sábado, 24 de junho de 2017

Gugu Vasconcelos ficava com o cartão bancário da empresa de fachada, em Cachoeira Grande

Apaixonado por JetSki, Gugu Vasconcelos está foragido
Um dos “cabeças” do esquema de corrupção no município de Cachoeira Grande era Gustavo Vasconcelos Oliveira Souza, sobrinho do prefeito Francivaldo e filho do ex-deputado estadual Pedro Vasconcelos. Gugu, como é conhecido, ocupava o cargo de secretário Municipal de Finanças  nas duas gestões [oito anos] do  tio.
Com pedido de prisão decretado após o desenrolar das investigações ainda em tramitação no 2º Departamento de Combate à Corrupção – DECCOR, Gugu é considerado foragido pela Polícia Civil do Maranhão.
O ex-tesoureiro de Cachoeira Grande, era o braço financeiro da organização criminosa que atuava em desvios de recursos na prefeitura.
Durante as investigações, a polícia averiguou dois contratos feitos pelo município de Cachoeira Grande com uma empresa de limpeza pública (Habitat) e outra de locação de máquinas pesadas (A.S Abreu).
No primeiro caso, em um contrato no valor de R$ 3 milhões, verificou-se que, pouco antes da licitação, a Habitat mudou seu objeto social, pois atuava prestando serviços para condomínios, o que levantou desconfiança por parte da equipe da Seccor e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MP.
Com relação ao segundo contrato, o delegado Ricardo Moura, da Superintendência Estadual de Combate à Corrupção (Seccor), explicou que o proprietário abriu a empresa a pedido do prefeito, sendo que as máquinas pesadas utilizadas pertenciam a Gugu, que inclusive, também ficava com o cartão bancário da A.S Abreu, para realização de saques.
Gugu era o braço financeiro do tio, o ex-prefeito Francivaldo Vasconcelos…

A empresa que Gugu possuía o cartão bancário, A.S Abreu, CNPJ: 10.736.042/0001-49, está registrada na Receita Federal sob o endereço de fachada, Rua Getulio Vargas, S/N, Cachoeira Grande/MA.
A partir desse esquema montado pela quadrilha, os repasses volumosos desviados de recursos públicos que deveriam beneficiar a população eram divididos entre os Vasconcelos.
– Crimes 
Entre os crimes apontados pela polícia, o grupo criminoso realizou contratação de empresa de fachada para conclusão do Hospital Municipal de Cachoeira Grande; Convênio da Secretaria Estadual de Saúde e contratações decorrentes do mesmo para aquisição de equipamentos que não teriam sido fornecidos; reforma de prédio onde funciona o CRAS, constante de relatório de gestão do Fundo Municipal de Assistência Social de 2013 e que não teria sido realizada; contratação de empresa para limpeza de prédios públicos municipais, serviço que teria sido efetuado pela própria prefeitura; contratação de empresa supostamente de fachada para aluguel de máquinas para serviços da administração municipal e que teriam sido feitos (serviços) por máquinas do próprio município e oriundas do PAC.

Por Domingos Costa 

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