O Hospital Dr. Tarquínio Lopes Filho, conhecido como Hospital Geral e referência no tratamento oncológico no Maranhão, suspendeu sessões de quimioterapia devido à falta de insumos básicos. A unidade, localizada no bairro Madre de Deus, está com estoque zerado de medicamentos essenciais para o atendimento de pacientes com câncer.
A situação atinge diretamente pacientes em tratamento de câncer de mama e de intestino, que enfrentam reagendamentos sucessivos. Em alguns casos, o atraso chega a 30 dias — um intervalo que, segundo especialistas, pode comprometer a eficácia do tratamento, especialmente em quadros mais avançados.
Apesar da gravidade, o problema ocorre sob a gestão do governador Carlos Brandão, cuja administração tem sido alvo de críticas pela condução da saúde pública. Para pacientes e familiares, a interrupção do tratamento expõe não apenas falhas logísticas, mas também a ausência de planejamento em uma área sensível e estratégica.
A Secretaria de Estado da Saúde do Maranhão confirmou a indisponibilidade dos insumos, mas não esclareceu as causas do desabastecimento nem apresentou prazo para a normalização do atendimento. Enquanto isso, a paralisação pressiona ainda mais a rede pública e empurra pacientes para a via judicial como alternativa para garantir o direito ao tratamento.
Órgãos de defesa orientam que os pacientes afetados procurem a Defensoria Pública do Estado do Maranhão ou o Ministério Público do Estado do Maranhão para solicitar, em caráter de urgência, a continuidade da quimioterapia.
Em um estado onde o tempo pode significar a diferença entre avanço e regressão da doença, a falta de insumos básicos em um hospital de referência escancara um problema que vai além da gestão de estoque — e que cobra, diariamente, um preço alto demais de quem não pode esperar.

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