terça-feira, 13 de março de 2018

Enrolada: Justiça ouve aliada de Calvet Filho, Maura Jorge acusada de embolsar R$ 200 mil de funcionária fantasma.

Maura Jorge aliada de Calvet Filho está enrolada até o pescoço.
A Justiça estadual ouviu a aliada de Calvet Filho a  ex-prefeita de Lago da Pedra e pré-candidata ao Palácio dos Leões pelo Podemos, Maura Jorge, num processo sobre suposta funcionária fantasma lotada em seu gabinete, durante parte do período em que ela exerceu o mandato de deputada estadual, na Assembleia Legislativa do Maranhão. A audiência ocorreu na penúltima semana de fevereiro passado. Também foram ouvidas três testemunhas.
De autoria dos promotores João Leonardo Leal e Marcos Valentim Paixão, do Ministério Público do Maranhão, a ação de improbidade administrativa contra Maura Jorge corre na 1ª Vara da Fazenda Pública de São Luís desde agosto de 2009.
Maura Jorge é acusada de haver lotado, em seu gabinete na Assembleia Legislativa, por pouco mais de quatro anos, uma mulher identificada como Gessina Vieira, que seria sua empregada doméstica e de seus familiares.
Tudo, segundo o MP-MA, foi feito sem o conhecimento ou anuência da funcionária — que só teria descoberto o uso do nome pela então parlamentar ao comparecer a um posto do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), para requerer aposentadoria.
De acordo com os autos, quase R$ 200 mil teriam sido embolsados por Maura por meio do esquema.
Além de nova oitiva com as testemunhas, para o próximo dia 15, em Lago da Pedra, foi determinada ainda que a Assembleia Legislativa, no prazo de 20 dias, forneça informação e documentos referentes à contratação, e informações sobre o pagamento dos servidores assessores parlamentares DANS-1, da Casa, no período em que a suposta funcionária fantasma esteve lotada no gabinete de Maura Jorge. Também devem ser encaminhados ao juízo os documentos relacionados aos envios de folha de pagamento ou ordem de pagamento para a instituição bancária que efetivava o pagamento dos respectivos salários, bem como os documentos probatórios da efetivação do pagamento pela instituição financeira do pagamento, em cujos documentos conste as assinaturas do recebedor dos vencimentos relacionado à Gessina Vieira. Acaso a Assembleia não tenha esses documentos em seus arquivos, deverá o Poder informar onde estes podem ser encontrados.

Um outro processo contra Maura Jorge sobre o mesmo caso, mas sob a acusação de peculato, foi julgado pela improcedência da denúncia, por unanimidade, pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão, em março de 2011. Ela foi absolvida sumariamente pelos desembargadores Raimundo Melo (relator), José Bernardo Rodrigues e Maria dos Remédios Buna.

Do Atual 7

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