sábado, 3 de outubro de 2015

Governo Flávio Dino atrasa entrega de leite especial para crianças com alergia

A entrega de leite especial para crianças com alergia à proteína do leite de vaca pelo Governo do Maranhão está atrasada há pelo menos um mês. A lata do produ­to, que chega a custar R$ 180,00 nas farmácias de São Luís, está em falta no Hospital Infantil Dr. Juvêncio Mattos, onde é feita a entrega aos pacientes. O atraso preocupa os pais, que não têm con­dições de arcar com a despesa.
Com apenas 1 ano e 9 meses, Rebeca tem alergia alimentar e desde o sexto mês de vida alimen­ta-se principalmente de leite especial. Além dele, apenas frutas podem ser ingeridas pela criança, conforme recomendações médicas. Por causa do problema de saúde, ela está abaixo do peso ideal para uma criança de sua idade. Rebeca recebia mensalmente o alimento distribuído pelo Governo do Estado, mas desde julho começaram as dificuldades.
Segundo Diego Silva Barbosa, pai da criança, a última vez em que a menina recebeu o alimento foi no início do mês de agosto. “Faz tempo que está assim. Em julho teve problemas, em agosto também e desde setembro que não consigo receber o leite para minha filha”, denunciou. De acor­do com ele, no início do mês ele foi informado que o alimento estaria disponível no dia 20, mas, ao chegar lá, recebeu apenas uma la­ta do leite. “Eu recebi duas latas de doação e consegui comprar mais uma”, afirmou.
Em meses anteriores ele também teve de comprar o leite, como em agosto. Como está desempregado, ele está usando o dinheiro de outras despesas da casa para comprar o leite da filha. “Desde janeiro eu perdi o emprego. Eu comprei uma lata de leite com o dinheiro que tinha para pagar a con­ta de luz. Não tenho como arcar com essa despesa”, disse. Por mês, Rebeca consome oito latas de leite. Como cada lata custa R$ 180,00, se tivesse de comprar as oito, ele teria de desembolsar

R$ 1.440,00.
Economizando

A última lata de leite da menina foi aberta no dia 30 e, para não ficar sem o alimento da filha tão cedo, ele a esposa estão economizando. “Ela tinha de tomar 180 ml do leite quatro vezes ao dia, mas estamos dando apenas 90 ml. Isso é metade do que ela precisa e por causa disso já estamos notando problemas, como a baixa imunidade e a perda de peso”, informou Diego Silva Barbosa.
Na SES, ele foi informado de que o leite chegaria no dia 26 de setembro, mas ao procurar a secre­taria, recebeu nova informação de que o alimento estava em falta. No dia 29, ele ligou para SES e lhe disseram que o alimento estaria disponível no dia 30. Porém, mais uma vez não recebeu o leite e nem previsão de quando pode ir buscar. “Eles não me deram nenhuma informação de quando o leite vai chegar e nem por que está faltando”, reclamou o pai da menina.

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