sábado, 13 de agosto de 2022

Brandão diz estar pronto para o embate com adversários


Se algum candidato a governador estiver apostando que em um debate inibirá o governador Carlos Brandão (PSB) com o discurso fácil de afirmar que o Governo Flávio Dino e o dele próprio agora nada fizeram pela educação, pela saúde, pela segurança alimentar e outras áreas, é bom que fundamente bem a provocação e se arme com argumentos verdadeiros, porque corre o risco de ser desautorizado. O fundamento do alerta está nos 20 minutos da entrevista que ele concedeu ontem ao jornalista Clóvis Cabalau, no telejornal matutino da TV Mirante. No curto espaço de tempo da conversa jornalística, o governador, que não é um ás em retórica, mostrou que sabe onde está e sabe como e onde pretende chegar. Com frases curtas, informações precisas e uma dose forte de franqueza, Carlos Brandão, que busca a reeleição, mostrou-se ciente dos resultados alcançados nos últimos sete anos e meio e de que seu projeto maior é ampliar e consolidar o que foi feito e investir pesado na geração de emprego e renda.

Ao longo da entrevista, quando o tema foi Educação, o governador respondeu, sem pensar duas vezes, que seu programa é continuar a obra realizada pelo governador Flávio Dino (PSB), citando alguns exemplos: mais de 1.500 obras de construção, reforma e ampliação de escolas, 50 Iemas (escolas de formação técnica), 90 escolas de tempo integral já em pleno funcionamento, 50 escolas militares, aumento no número de professores, que recebem o maior salário entre os todos os estados do País, e a implantação da Uema Sul, a única universidade pública criada no Brasil nos últimos cinco anos, e que já é uma referência de qualidade.

Se a provocação do oponente se der no campo da saúde, a recomendação é no sentido de que esteja bem lastreado. Isso porque na entrevista de ontem, em poucas frases objetivas, o governador Carlos Brandão fez um rápido balanço do que foi o Governo Flávio Dino, do qual ele participou efetivamente: 30 novos hospitais espalhados em todo o estado, todos com UTI, que não existiam no interior do Maranhão; 17 policlínicas, cuja essência é fazer saúde preventiva; uma rede de máquinas de hemodiálise que foi ampliada de 24 para 480, instaladas em cidades estratégicas; e o Hospital de Urgência de São Luís, que já está funcionando, mas que chegará a 400 leitos. Isso tudo e mais o status que o Maranhão alcançou como tendo sido o estado que registrou o menor número de mortes por habitantes na guerra contra o novo coronavírus.

Carlos Brandão destacou também na sua entrevista que o Maranhão instalou e mantém a maior rede de segurança alimentar do País, com a implantação de 150 restaurantes populares, que serão 190 em breve, com refeições ao preço simbólico de R$ 1,00. Para os críticos, ele reagiu fazendo uma conta: “Imagine o que é garantir pelo menos uma boa refeição diariamente para mais de 100 pessoas, a um preço simbólico. Isso não é gasto, isso é um grande investimento”. E revelou que a partir da próxima semana os restaurantes populares servirão também o café da manhã, e aos sábados, uma feijoada.

Lastreado por um currículo que inclui dois mandatos de deputo federal, cinco vezes secretário de Estado, sete anos e dois mandatos de vice-governador, o governador disse que, se eleito, seu próximo governo será de ampliação, ajustes. Ele tem vários investimentos privados engatilhados para o Estado, com o que pretende consolidar o maranhão como gerador de empregos, lembrando que, segundo o Caged, nos últimos três anos o Maranhão foi 1º do Nordeste e 4º do País em geração de emprego. E sinalizou que nos últimos sete anos o estado melhorou em tidas as áreas de atuação do Governo.

Liderando uma aliança com 10 partidos, segundo ele formada à base de diálogo, Carlos Brandão, disse que tem experiência suficiente para governar com todos eles. “Na democracia, se ganha a eleição com partidos e se governa com partidos. A exigência é a de quadros. Não importas o partido, o que importa é que o quadro que ele indica venha para somar. O partido pode indicar, e eu tenho o direito vetar”. Para ele, o importante é

E perguntado sobre se participará de debates, respondeu afirmativamente, sem qualquer traço de preocupação: “O debate é muito importante para se falar a verdade. Eu vou falar a verdade”.

 Reporte do tempo


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