terça-feira, 17 de maio de 2016

Edilázio aponta insatisfação de base do Governo com declarações de Jerry

O primeiro secretário da Assembleia Legislativa, deputado Edilázio Júnior (PV), rechaçou a postura do secretário de Comunicação e Articulação Política, Marcio Jerry (PCdoB) em relação aos deputados estaduais – sobretudo governistas -, que reclamam da não liberação das emendas parlamentares.

Ele destacou uma nota, da coluna Estado Maior do fim de semana, que trata do tema. Edilázio lembrou que nos bastidores, Jerry afirma que a “zanga” dos deputados vai passar quando o Governo “liberar parte dos que eles esperam”.

“Meus colegas, aqui o todo poderoso do governo do estado simplesmente nos trata, nesta Casa, como prostitutas. Isso ele fala em alto e bom som. Nós temos que tomar uma atitude aqui nesta Casa, deputado Wellington do Curso, e acabar com isso. Nós temos que ser respeitados”, disse.

Edilázio avaliou como de amplo desgaste a relação entre Flávio Dino e a classe política no Maranhão. “Ele [Marcio Jerry] fala isso em público, em uma entrevista, dizendo que na hora que pagar parte acaba a zanga dos deputados. Ora, se ele fala isso em uma entrevista, se ele fala isso em público, imagine nas quatro paredes daquele palácio o que ele não fala e não comenta com o governador, o que esses secretários não falam desta Casa. Nunca o Maranhão teve um governador que tanto desprestigiou a classe política”, disse.

“Já virou moda secretário falar o que quer de parlamentar aqui. Foi assim já o secretário de Segurança, já foi assim o secretário de Infraestrutura e agora o secretário Márcio Jerry tratando com desdém todos os colegas aqui nesta Casa”, completou.

Edilázio também avaliou como causa do isolamento político de Dino, o insucesso na administração pública. E criticou a forma com a qual o comunista se reportou à classe política no último sábado.

“O próprio governador Flávio Dino, ainda no sábado, disse que aqueles que pulam do barco no momento de transição, os primeiros que pulam são os ratos, isso ele falou se referindo aos que um dia foram Dilma e hoje são Temer. De cara, ele atinge dois terços desta Casa que aqui pediram voto para Lobão Filho. Sabe como é que ele enxerga todos que pediram voto para Lobão Filho e agora estão lá no Palácio pedindo ajuda para o Estado do Maranhão? Ele enxerga como ratos”, completou.

Perseguição – O parlamentar também afirmou que a partir do momento em que o governador Flávio Dino rejeita o pagamento de emenda de deputados de oposição, ele acaba prejudicando a população.

“O governador Flávio Dino, quando não paga a emenda de um parlamentar, não está perseguindo o deputado Edilázio, ele está perseguindo o povo do Maranhão. As minhas emendas têm mais de seis ambulâncias, coisa que ele não está fornecendo para os municípios. Quando morre uma pessoa lá em São Vicente de Ferrer por falta de uma ambulância, ele não perseguiu o deputado Edilázio, ele perseguiu aquele cidadão que perdeu a vida”, completou.

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