terça-feira, 8 de agosto de 2023

Testemunha no caso Marielle, ex-vereador é morto a tiros no Rio


O ex-vereador Zico Bacana, o Jair Barbosa Tavares, foi morto com um tiro na cabeça em Guadalupe, bairro da zona Norte do Rio de Janeiro, na tarde desta segunda-feira (7). O ex-parlamentar atuou na Câmara Municipal do RJ na mesma época que Marielle Franco também era vereadora, e Zico foi uma das testemunhas sobre o caso de assassinato da parlamentar.

Na ocasião, além de Zico, o seu irmão, Jorge Barbosa Tavares, também morreu. Segundo a Polícia Militar do RJ, eles foram acionados após informações de que homens saltaram de dois carros e atiraram contra Zico, que houve reação dos seguranças do ex-vereador.

De acordo com o Hospital Municipal Albert Schweitzer, o ex-parlamentar deu entrada já sem vida, às 17h50.

Caso Marielle Franco

Em 2018, Zico chegou a ser ouvido como testemunha nas investigações do caso Marielle, que desde o primeiro momento, informou não ter nenhuma relação com a morte da vereadora. Zico e Marielle foram eleitos pela primeira vez em 2015 e ambos ocupavam gabinetes no sétimo andar da Casa na época do crime.

O motivo principal para que Zico fosse ouvido pelo caso é porque, na época, a Delegacia de Homicídios (DH) investigava a presença de milicianos entre assessores de Marielle, e o ex-parlamentar já havia sido investigado pela CPI das Milícias como chefe de uma milícia que atuava nos bairros de Guadalupe, local onde ele foi morto.

Zico Bacana nunca foi condenado pela suspeita.

Outros ataques

Zico Bacana já havia sido atacado antes em 2020. Conforme relatou O GLOBO, o então vereador estava em um bar quando foi surpreendido com homens que saltaram de dois carros e passaram a atirar em Zico, que pegou apenas uma bala de raspão na cabeça. Os peritos encontraram 15 marcas de disparos no carro de Zico, que estava em um bar. No estabalecimento, foram encontrados mais 35 cápsulas de munição.

Dois homens foram mortos no tiroteio à época. Um deles era Davison Ferreira da Silva, o ‘Da Roça’, integrante do tráfico da favela Final Feliz, uma das que formam o Complexo do Chapadão, e teria participado do ataque.

Com informações do O GLOBO

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